Público - 11 de Maio

Empresas são comunidade de pessoas e entidades morais

Bagão Félix diz que as pessoas continuam a ser "o bem mais importante de uma empresa"


O ministro da Segurança Social e Trabalho defendeu hoje que, na era da globalização, as pessoas continuam a ser "o bem mais importante de uma empresa", embora a contabilidade continue a tratá-las "como um custo".

Bagão Félix expôs este conceito enquanto "simples cidadão", antes de entregar os 416 diplomas do Instituto Superior de Línguas e Administração de Lisboa (ISLA), numa cerimónia académica que decorreu na Sociedade de Geografia.

O governante subordinou a sua Oração de Sapiência ao tema "Ética e Empresa", segundo a Lusa. "As questões éticas cruciais não variam ao longo do tempo", sustentou Bagão Félix, antes de lembrar que "uma empresa é sempre uma comunidade de pessoas e, em primeiro lugar, uma entidade moral".

Na opinião do ministro, uma empresa terá sucesso se for uma escola de conhecimento e cultura própria. O mercado, defendeu Félix, é mais do que uma troca de bens e serviços, sendo constituído por relações entre as pessoas.

Entre os valores mais importantes de uma empresa o ministro citou o binómio direitos/deveres, no seu entender indissociável, carácter, equidade, orgulho de pertença, respeito, honradez e coerência.

"Na época da globalização, tudo tem tendência para se igualizar nas empresas, excepto as pessoas, que são o bem mais importante de uma empresa", sublinhou.

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