Jornal da Madeira 16 Mai 03

Fórum apresentado ontem no Funchal 
Liberdade de educação 
 
As famílias portuguesas deveriam ter a liberdade de colocar os seus filhos na escola que mais qualidade de educação lhes proporcionasse, sem ficarem condicionadas à escola da sua área de residência. Ao Estado, competiria garantir o direito à educação gratuita e verbas para as escolas, as quais deveriam ser tuteladas por um instituto especial. Por outro lado, deveriam ser criadas condições para a abertura de escolas de qualidade, mesmo que isso implicasse o encerramento de outras que não a têm. Ao nível escolar, os professores não deveriam estar "espartilhados" em programas pré-estabelecidos, sendo-lhes dada liberdade para ensinarem como achassem melhor e exigindo-lhes, depois, as consequentes responsabilidades. Estas algumas das ideias que o Fórum para a Liberdade de Educação defende. O assunto foi ontem defendido no Funchal pelo seu presidente, Fernando Adão Fonseca, professor universitário e membro da administração de um Banco. Adão Fonseca diz não fazer sentido haver boas escolas a encerrar, em certas zonas do País, por não terem alunos, devido à diminuição da taxa de natalidade e à restrição de receberem alunos de outras zonas. O Fórum, conforme disse, não distingue nem defende escolas públicas ou privadas. Simplesmente, o direito a uma educação de qualidade. Para tal, já apresentou propostas para alteração das leis que regem o sector educativo e pretende sensibilizar pais e professores para esta nova forma de encarar a educação. 
 

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