Ecclesia - 14 Mai 03

Gestos simbólicos no Dia da Família

Os comerciantes de Braga vão assinalar o Dia Internacional da Família, que se comemora na próxima quinta-feira, dia 15 de Maio, por determinação das Nações Unidas, com "gestos simbólicos", que podem passar pela concessão de descontos, pela decoração das montras ou pela distribuição de cartazes e marcadores de livros alusivos à data. Estas actividades serão levadas a cabo ao abrigo de um protocolo assinado, 12 de Maio, entre a Associação Famílias (AF) e a Associação Comercial de Braga (ACB), que visa dar o maior destaque possível ao Dia da Família. As duas entidades decidiram avançar para este acordo porque consideram que a "consolidação e a estabilidade familiar constituem factores determinantes do desenvolvimento integrado e harmonioso da sociedade".
Neste âmbito, é pedido à comunidade empresarial, e em particular aos comerciantes, para que assinalem o Dia da Família com "palavras, mensagens e gestos simbólicos adequados à data". Paralelamente, as duas instituições comprometem-se a "congregar esforços no sentido de desenvolver e implementar um programa anual de actividades de dinamização do comércio" nesta efeméride.
O presidente da ACB, Alberto Pereira, justificou a assinatura deste protocolo argumentando que "as organizações modernas não podem deixar de apoiar os movimentos sociais e de solidariedade social que defendem princípios e valores essenciais, pois eles funcionam como verdadeiros motores do desenvolvimento humano e social". O dirigente salienta ainda que, "ao contrário do que muitos pensam e afirmam, a criação de riqueza e o lucro não são os únicos factores que regulam a vida das empresas e o desempenho da comunidade empresarial". "Na verdade, toda a organização que, na sua prática empresarial, não assuma valores de rigor, exigência e transparência perante clientes, fornecedores e colaboradores estará condenada ao insucesso" - sublinhou Por seu turno, o presidente da Associação Famílias, Carlos Aguiar Gomes, disse que a instituição que lidera atribui "uma importância vital à célula base da sociedade, comunidade de vida e de amor, primeira escola da socialização, mas também unidade económica e de consumo". "Faz, pois, todo o sentido darmos as mãos com outros agentes que intervêm na comunidade" - declarou.
 

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