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vozdocaima.com
- 10 Mai 05
Câmara vai favorecer os agregados
familiares numerosos na factura da água.
As famílias numerosas residentes em Aveiro vão deixar de ser
penalizadas no preço da água, anunciou ontem o director dos Serviços
Municipalizados, acrescentando que a medida não terá impacto
significativo nas finanças municipais.
Segundo Alberto Roque, a Câmara de Aveiro decidiu aderir à Tarifa
Familiar da Água, uma medida proposta pela Associação Portuguesa de
Famílias Numerosas (APFN), passando os Serviços Municipalizados a
escalonar o preço em função do número de elementos de cada
habitação.
A tabela do preço da água a pagar em Aveiro é dividida em escalões,
aumentando o preço do metro cúbico quanto maior for o consumo, para
persuadir à poupança de água.
Assim sendo, a partir dos 10 metros cúbicos, a que corresponde o
primeiro escalão, a água sai mais cara. Com a aplicação da medida, e
em função do número de residentes na habitação, as famílias
numerosas passam a beneficiar de um alargamento do escalão
respectivo.
Segundo Alberto Roque, trata-se de "um sinal do município às
famílias numerosas para não se sentirem penalizadas por esse facto"
e, em face dos benefícios sociais, os custos financeiros são pouco
relevantes.
Em declarações à Lusa, o autarca disse que os estudos feitos apontam
para um impacto que não chega a 0,5 por cento da receita e salientou
que não se trata de reduzir o preço por metro cúbico da água
fornecida, mas sim de alargar o escalão de consumo para as famílias
numerosas.
"Trata-se de uma discriminação positiva de quem tem agregados
familiares maiores, com mais de cinco pessoas, e mediante prova por
declaração de IRS ou equivalente", esclareceu aquele responsável.
A autarquia estima que a medida venha a beneficiar cerca de dois por
cento dos 33 mil contadores, a que deverá corresponder um total de
cerca de 100 mil consumidores.
Aveiro junta-se assim aos municípios de Sintra, Lisboa, Porto,
Coimbra, Portimão, Condeixa-a-Nova e Ribeira Grande que já praticam
preços escalonados para famílias numerosas, no consumo doméstico de
água.
A decisão da Câmara de Aveiro foi saudada em comunicado pela
Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN), para quem o
tarifário normal não tem em conta a dimensão das famílias,
prejudicando os consumos mais elevados por habitação.
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