Alguém definiu a Família como uma
“comunidade de serviço”. E é-o de facto. De serviço ao acolhimento
da vida. De serviço ao amor na reciprocidade dinâmica. De serviço na
partilha das tarefas domésticas. De serviço à escuta activa de todos
os seus elementos e de cada um em particular. De serviço ao respeito
mútuo, na diferença que gera riqueza e na unidade de um projecto de
vida comum criador da unidade indispensável à coesão da Família como
grupo social fundamental. A Família, cada família, é, assim, uma
comunidade geradora de comunhão e esta é que lhe dá sentido e
identidade. Por isso, porque a Família é comunhão de pessoas
“alimentadas” pelo Amor e estruturadas neste, tudo o que propicia ou
desenvolve conflitualidade deve ser de expurgar. A violência (as
violências) estão neste campo. A violência, sob qualquer forma,
aniquila o Amor e, consequentemente, “mata” a Família. O perdão,
pelo contrário, bem assim como a tolerância e a compreensão,
reforçam os laços e as cumplicidades positivas. Constroem Família.
Como não há homens nem mulheres perfeitos, também não há famílias
perfeitas. Mas há homens e mulheres que buscam com afinco a
perfeição. Assim suceda com as famílias. Todas podem e devem fazer
um esforço no sentido de aperfeiçoarem os mecanismos de relação, com
o diálogo e a escuta. Com muita tradição. Não é a Família uma
comunidade de serviço? Onde todos procuram estar atentos aos outros
e não à espera de serem servidos!