Carlos Aguiar Gomes - 18 Mai 05

 

Pais ultrapassados e … ultrajados

 

Li, e não quis acreditar no que referia o EXPRESSO, de 14 de Maio, véspera do DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA, sobre um “programa de educação sexual” promovido pelo Ministério da Educação. Um escândalo que se torna cada vez maior se os pais se mantiverem calados e não protestarem veementemente. Já! As imagens, e os conteúdos são uma grandíssima vergonha. Não é esta a educação sexual que queremos para os nossos filhos! Bem sei que esta situação foi herdada do anterior Governo. Exige-se, porém, que este actual Executivo ponha cobro “àquilo”!

É urgente que todos os pais protestem e exijam a suspensão imediata do referido programa. O Estado, que deveria ser pessoa de bem, não está a sê-lo. Primeiro por que ultrapassa as suas competências constitucionais: o Estado é neutro e na área da Educação não pode tomar atitudes morais, religiosas ou éticas. O programa em apreço agride violentamente os padrões morais da maioria dos pais, cidadãos eleitores. Segundo, por que “carga de água” é entregue a uma ONG muito especial, a Associação para o Planeamento da Família, o encargo de fazer educação sexual nas escolas? Por que razão são discriminadas outras associações? Conheço algumas que já solicitaram igual tratamento, mas nem resposta lhes deram! Assim, não se constrói a democracia. Esta atitude do Ministério da Educação, que não é deste Governo, por enquanto, é uma forma clara e nítida de um sistema ditatorial, de pensamento único. É, pois, um atentado à Democracia! Urge fazer uma “limpeza” nos gabinetes e corredores daquele “mastodonte” governamental. Terceiro, os contribuintes querem, e devem exigi-lo, saber com que dinheiro seu é “alimentado” este programa e os seus autores e promotores.

 

À laia de conclusão:

. Como cidadão eleitor e como pai quero saber qual a atitude que os políticos que têm tido responsabilidade na área do Ministério da Educação (PS e PSD) me (nos) irão explicar este escândalo, esta pouca vergonha!

. Como cidadão eleitor e como pai convido todos os pais a, imediatamente, fazerem ouvir a sua voz. Não podemos tolerar esta intromissão na (má) educação dos nossos filhos. Calar é, sempre e sobretudo neste contexto, consentir. E consentir é concordar.

. Como cidadão eleitor e como Pai quero um sistema de ensino plural, em que os pais possam escolher, em liberdade e sem constrangimento, o projecto educativo (com valores morais, éticos ou religiosos incluídos) que melhor corresponda ao seu estilo e padrões de educação. Este modelo é ditatorial, discricionário, retrógrado e ofensivo da liberdade que, em Portugal, foi conquistado há 31 anos! É já tempo de mudarmos na área da Educação.

. Como cidadão eleitor e como Pai, com os impostos em dia, exijo que este programa acabe imediatamente e que haja o bom senso de uma educação sexual correcta e respeitadora dos nossos filhos e de nós, pais.

 

Acabe-se com esta situação! Protestemos junto do Ministério da Educação. Façamos respeitar os nossos direitos.

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