Expresso - 21 Mai 05

Cartas dos leitores

Manuais de educação sexual

PUBLICOU o EXPRESSO uma reportagem sobre o teor dos manuais de educação sexual dos nossos filhos elaborados pela APF e autorizados pelos ministérios da Educação e da Saúde.

Apesar de pequena, foi elucidativa quanto ao espírito que anima esta «educação sexual». Comentá-la? Palavras para quê?

Saberão os pais e as mães deste país que a Constituição lhes dá o direito de recusar esta educação sexual aos seus filhos?

Vejamos o que se segue. Ou será que os nossos sobreiros merecem mais respeito e protecção que os nossos próprios filhos?

Margarida Pereira Ribeiro, Lisboa

Notícia incrível

FIQUEI impressionado com a notícia sobre a educação sexual. É uma realidade incrível que a maioria de nós desconhecia totalmente e que não compreendemos como foi aprovada, implementada, tornada obrigatória, sem que as pessoas fossem consultadas, ou (sequer) informadas.

Tal como muitas vezes tem acontecido ao longo das últimas dezenas de anos, antes do 25 de Abril (e mesmo quando Pinto Balsemão era primeiro-ministro), o EXPRESSO mais uma vez cumpriu a sua missão de informar. Com seriedade. Esforçando-se por manter a objectividade. Com coragem.

Francisco Luís de Vasconcelos, Parede

Lóbi festivo

(...) NOS seus programas de educação sexual, a APF vai ao encontro das mais secretas aspirações de quaisquer pais: ter um filho homossexual. É que, ao apresentar a homossexualidade e a heterossexualidade como questão de opção entre orientações com igual expectativa, se os alunos resolverem seguir a lei das probabilidades, a sua distribuição será «fifty-fifty», o que não deixa de ser esperançoso para o incremento de tão giríssimo e festivo lóbi. Pelo menos enquanto a clonagem não chegar ao hipermercado.

Manuel Brás, Lisboa

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