MOVE - Movimento de Pais - 24 Mai 05
COMUNICADO
Faz amanhã uma semana que um grupo de pais, chocados
pela revelação no jornal "Expresso" (http://www.move.com.pt/Noticias/140505a.htm)
do que se está a passar em escolas portuguesas a coberto da designação
de "educação sexual" ou "educação para a saúde", em
acções promovidas pelos Ministérios da Educação e da Saúde em
colaboração com a APF - Associação para o Planeamento da Família, lançou
uma petição na internet (http://www.forumdafamilia.com/peticao/peticao.asp,
também acessível através de
http://peticao.stop.to) que, à hora a que este
comunicado é enviado, já tem 8043 assinaturas.
O
MOVE aproveita para saudar a criação do Movimento Associativo e
Federativo de Pais e Encarregados de Educação de Portugal (MAFPEEP -
http://mafpeep.no-ip.info/),
resultante da tomada de posição de associações e federações de pais
contra esta situação, e apela a que mais associações de pais e
encarregados de educação acordem para esta realidade, quer aderindo ao
MAFPEEP, quer alargando esta discussão a todos os pais, recomendando a
sua adesão a título individual à petição promovida por nós.
Entretanto, tem-se assistido, na comunicação social, a diversas tomadas
de posição, pró e contra, naturalíssimo num assunto desta natureza
cabendo-nos, neste momento, prestar os seguintes esclarecimentos,
sobretudo a quantos se têm manifestado contra esta nossa iniciativa:
1 -
A petição foi lançada por este grupo de pais, que,
posteriormente, se constituiu como MOVE - Movimento de Pais,
e não por alguma associação já conhecida, algumas das quais já
manifestaram publicamente o seu apoio e que agradecemos.
2 - O
objectivo do MOVE está bem claro na petição –
exigir o direito dos pais a escolher a educação dos seus filhos em
matérias que tocam o foro íntimo das pessoas.
3 - O MOVE existirá até os objectivos bem claros aí traçados
tiverem sido atingidos, e usará todos os meios ao seu alcance
para os atingir, tarefa que é cada vez mais premente dada a crescente
adesão de pais a esta iniciativa.
4 - O MOVE não se pauta por qualquer ataque a este Governo e,
muito menos, à Senhora Ministra da Educação, por quem tem toda
a consideração, e de quem pode vir a ser parceiro.
5 – O MOVE não quer acabar com a Educação Sexual em meio escolar.
Como pais que somos, bem nos preocupamos com a educação integral dos
nossos filhos, e de que a educação sexual é um componente importante.
6 – O MOVE tem nesta matéria uma posição de profunda liberdade
– exige que se reconheça aos pais o direito a conhecer e a
escolher a educação sexual que é dada nas escolas.
7 – Em matéria de educação sexual, atento o foro íntimo
da mesma, nenhuma Associação pode reivindicar o direito a
decidir pelos pais. Este é um direito individual de
cada pai ou mãe que não se confunde com direitos colectivos ou sociais.
A nossa unidade é neste momento para repudiar o modelo que está a ser
imposto, de forma transversal e compulsiva.
8 - O MOVE não pretende defender uma opinião, a nossa opinião.
Pelo contrário, pretendemos que seja conhecido e dado a conhecer
o que se tem feito sob a designação de "Educação Sexual" ou "Educação
para a Saúde" e os materiais usados e recomendados,
quer pelos Ministérios de Educação e da Saúde, quer pela sua
parceira APF, agravado pelo facto de ter vindo a ser feito com
verbas do erário público.
9 – A indignação que tornamos presente não é, no entanto, uma
questão exclusivamente de pais. É para todos os
portugueses! Saber como queremos a Sociedade. Como serão as
gerações futuras. Que educação? Que violência? Onde nascem os
comportamento desviantes? De que derivam os comportamentos de risco?
10 – Por isso este grito de indignação e repúdio pela forma de
apresentar matérias que, objectivamente violam Direitos, Liberdade e
Garantias do Homem e os Direitos Fundamentais das nossas Crianças.
MOVE - Movimento de Pais
24 de Maio de 2005
Pelo MOVE - Movimento de Pais
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