Portugal Diário - 25 Mai 05

 

Famílias da classe média afectadas por subida de IVA
 
Relatório do Ministério das Finanças de 2002 diz que aumento do imposto prejudica agregados familiares com crianças, com rendimentos intermédios e trabalhadores por conta própria

Famílias da classe média e trabalhadores por conta próprio serão os mais afectados com o aumento do IVA, segundo relatório da Direcção-geral de Estudos e Previsão do Ministério das Finanças, publicado em 2002.

A anunciada subida deste Imposto sobre Valor Acrescentado, que agora chegará aos 21 por cento, irá prejudicar sobretudo os agregados familiares com crianças, com rendimentos intermédios e quem trabalha por conta própria.

A previsível subida do IVA pela mão do Governo de Sócrates, como combate ao défice de 6,83 por cento, afectará a chamada classe média, com rendimentos médios e com filhos a seu cargo. Segundo este relatório, a percentagem da carga fiscal em relação às despesas é maior em agregados com uma criança do que em agregados com uma pessoa com idade superior a 64 anos.

Ou seja, os que estão em idade de reforma e aqueles que têm pensões como fonte principal de rendimento deverão ser aqueles que menos vão pagar pela subida deste imposto.

O relatório foi realizado em 2002 para o aumento de IVA de 17 para 19 por cento, uma medida excepcional de Manuela Ferreira Leite, que permanece até hoje e que aponta ainda que os casais com poucos filhos acabam por aguentar uma carga fiscal superior. Nesse estudo, dizia-se que essa subida do IVA tinha feito subir a carga fiscal sobre os rendimentos mais baixos de 8,8 para 11,5 por cento, enquanto que nos mais altos a subida era ainda mais alta.

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