A CONFEDERAÇÃO das Associações de Pais (CONFAP)
exige a suspensão imediata da utilização dos livros e materiais
espanhóis constantes na bibliografia aconselhada para a educação
sexual nas escolas pelos Ministérios da Educação e da Saúde.«Não
se adaptam à nossa realidade», disse ao EXPRESSO Albino
Almeida, líder da CONFAP.
Também a Associação Portuguesa das Famílias
Numerosas voltou a pedir ontem à ministra da Educação que
«leia» as Linhas Orientadoras sobre Educação
Sexual e que «investigue a sério o que se está a
passar».
Já o recém-criado Movimento Associativo e
Federativo de Pais e Encarregados de Educação de Portugal está a
recolher assinaturas para que seja criada uma comissão de
inquérito que apure responsabilidades sobre o modelo de educação
sexual em vigor. A deputada do PSD Zita Seabra já se solidarizou
com este movimento e contou ao EXPRESSO que uma das filhas
quando estava no 9.º ano foi alvo de um inquérito feito na sala
de aula. «Perguntaram-lhes se já tinham tido
relações sexuais, com quantas pessoas, se já tinham tido
relações com animais. Obriguei a escola a dar-me o inquérito e
dirigi-me ao ministro da Educação Oliveira Martins, que ordenou
uma averiguação», contou.
Entretanto, um dos teóricos deste modelo de
Educação Sexual, William Coulson, escreve uma carta aos pais
onde pede: «Ajudem-me a matar o monstro que criei».