Público - 4 Mar 04

Alguns Resultados

Língua Portuguesa

Os melhores resultados dos alunos do 4º ano foram obtidos em 2001, sendo que a percentagem de respostas totalmente correctas foi decrescendo de ano para ano. Em 2001, superaram a fasquia dos 60 por cento. Em 2003 caíram para os 40 por cento. Se se comparar a percentagem de níveis máximos obtidos pelos alunos nos diferentes ciclos do ensino básico, também se verifica uma diminuição sucessiva do 4º ano para o 6º e do 6º para o 9º.

Em relação ao 6º ano registou-se uma evolução semelhante entre 2001 e 2003, com os níveis máximos de desempenho a diminuir e os níveis zero a aumentar. No ano passado, mais de um terço das respostas tiveram cotação zero ou não foram respondidas.

A competência "conhecimento explícito da língua" (a que se juntam a "compreensão da leitura" e "expressão escrita") é a que mais dificuldades causa aos alunos. No 6º ano e no 9º ano, mais de 50 por cento das perguntas que incidiam sobre essa área não foram respondidas correctamente ou nem sequer tiveram resposta.

Matemática
Os problemas a Matemática são evidentes no 9º ano e, sobretudo, no 6º. Em 2003, quer num quer noutro ciclo de ensino as percentagens de respostas zero ou não respostas superam as percentagens de níveis máximos e intermédios.

Em 2003, a "comunicação matemática" foi a competência mais problemática para os alunos do 6º ano. Praticamente 70 por cento das respostas tiveram nota zero ou não foram respondidas. Apenas dez por cento tiveram cotação máxima. O raciocínio e a resolução de problemas também apresentam resultados medíocres.

No 9º ano, tal como nos anteriores, os exercícios relativos ao "conhecimento de conceitos e procedimentos" são aqueles onde os alunos se saem melhor. A situação inverte-se na "resolução de problemas", com praticamente três em cada quatro respostas a serem mal respondidas ou a nem sequer terem resposta.

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