Portugal Diário - 9 Mar 04

Maternidade da Guarda encerrou
Por falta de um médico neonatologista em serviço permanente

A maternidade do Hospital Sousa Martins da Guarda foi hoje encerrada «parcialmente e provisoriamente» por não estar assegurada a presença permanente de um médico neonatologista naquele serviço, disse o director clínico da unidade.

José Cunha sublinhou que esta decisão do Conselho de Administração «corrobora a exigência formulada pelos médicos obstetras, que declinam toda e qualquer responsabilidade relacionada com a eventual falta de assistência ao recém-nascido por não estar assegurada a presença física do médico neonatologista continuamente».

«Os obstetras declinam toda e qualquer responsabilidade com a eventual falta de assistência ao recém-nascido, imediatamente após o parto e durante o período neonatal precoce (os oito dias seguintes ao parto)», acrescentou.

José Cunha sublinhou que permanece assegurado o atendimento às grávidas até às 21 semanas, enquanto as mulheres com mais tempo de gravidez devem dirigir-se ao Centro Hospitalar da Cova da Beira, na Covilhã, a cerca de 30 quilómetros.

Entre 01 de Março de 2003 e a mesma data deste ano realizaram-se 900 partos na maternidade do Hospital da Guarda.

Segundo este responsável, «no sentido de manter aberta a unidade de pediatria e de garantir a assistência em qualidade às parturientes, o Hospital Sousa Martins tem de transferir a realização dos partos para outra unidade hospitalar próxima».

A transferência de grávidas para o Centro Hospitalar da Cova da Beira tem ocorrido em alguns dias das últimas semanas, dados os condicionalismos existentes no Hospital da Guarda.

O director clínico do hospital da Guarda sublinhou ainda que está garantido o funcionamento do serviço de Pediatria, mas que, face às exigências dos médicos de Obstetrícia, «não se pode garantir a unidade de partos».

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