Um mecanismo de bonificação de pensões das
mulheres em função do número de filhos, prioridade às crianças cujos
pais estejam a trabalhar no acesso às creches da segurança social e
a promoção da neutralidade do sistema fiscal face à situação
concreta de cada família são algumas das medidas anunciadas.
O Primeiro-ministro aludiu também à possibilidade
das pessoas trabalharem menos tempo, para se dedicarem mais à
família...
"Aprovámos 100 novos compromissos que serão
traduzidos num conjunto de medidas que serão levadas à prática
proximamente. Por exemplo, a implementação concreta para
possibilitar o tempo de trabalho parcial na Função Pública, é uma
medida que visa libertar mais tempo daqueles homens ou mulheres que
queiram trabalhar parcialmente, mas que possam dar o resto do seu
tempo à família. É uma medida concreta. A reforma parcial é outra
medida". - sublinhou o Primeiro-ministro, Durão Barroso.
E o Presidente da Associação das Famílias
Numerosas não gostou do que ouviu. Fernando Castro diz que o Governo
pratica uma politica anti-família.
"Este Governo assina por baixo na política
anti-família da fiscalidade portuguesa, que foi criada por outros
Governos e que, pelos vistos, não vai ser alterada por este. Como
tal, concorda que os casais portugueses se divorciem para ter uma
dedução de 8 mil euros por filho, concorda que grande parte do abono
de família seja para pagar o IVA de 19% das coisas de primeira
necessidade para as crianças... nós dantes falámos dos anteriores
governos, agora vamos começar a falar também do actual".