).
Curiosamente, foi este 101º compromisso que
mais cuidado mereceu por parte do Governo reafirmar,
o que leva a APFN a naturalmente concluir que
será o último a não ser cumprido.
Por esse motivo, a APFN nunca mais referirá
este ponto, até porque todos os casais
com filhos poderão beneficiar de generosas deduções
fiscais até um máximo de 8100 EUR por filho sem terem
que se divorciar, recorrendo à simples
separação judicial, para o que não só não é necessário
zangarem-se, como, muito menos, algum deles ter que sair
de casa, até para garantirem nenhum impacto no
equilíbrio psicológico dos filhos.
Manter-se-á, no entanto, disponível para discutir
este ponto com o Governo, no sentido de se obter uma
política fiscal não penalizadora dos casais com filhos,
mesmo daqueles que teimem em se manter casados e não
separados, caso o Governo deseje faltar ao 101º
compromiso e, pelo contrário, pretender cumprir
o previsto no seu Programa.
No que diz respeito à fiscalidade, irá, apenas,
colaborar com a recém-constituída ELFAC - European Large
Families Confederation, na denúncia do não
cumprimento da Directiva 77/388/CEE - 6ª Directiva do
IVA por parte de vários Estados Europeus, entre
os quais Portugal, com grave impacto em todas as
famílias com crianças a cargo,
independentemente da situação económica.
A APFN tomou conhecimento, ao longo da passada
semana, da intenção de o Governo apoiar as famílias
através de prestações sociais, medida com que se
regozija, pelo que recomenda a actualização do
abono de família com a mesma lógica que foi seguida na
actualização das propinas do ensino superior, o
que dará 120 EUR mensais por filho, independentemente do
rendimento familiar, curiosamente o valor médio do abono
de família nos restantes países da União Europeia, como
foi mostrado no II Congresso Europeu de Famílias
Numerosas, realizado no passado sábado em Lisboa.
Até às próximas eleições legislativas, em
2006, a APFN vai concentrar todos os seus cada
vez maiores recursos em colaborar com o Governo na
consecução dos seus primeiros 100 compromissos, a fim de
que todos sejam cumpridos, e no fortalecimento do nosso
Plano +famili@, para que "ser mais custe menos",
deixando a discussão do 101º compromisso para daqui a
dois anos.