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Governo anuncia aumento das deduções fiscais por idosos a
cargo - Comunicado da APFN
A APFN saúda o anúncio feito pelo Ministro da Segurança Social e Trabalho de
que, já no próximo ano, o Governo irá diminuir o enorme fosso actualmente
existente entre as deduções permitidas aos casais que suportam as despesas dos
seus idosos quando internados num lar de terceira idade e aqueles que, pelo
contrário, os acolhem na sua casa.
Esta medida tem um extraordinário alcance na promoção da tão necessária solidez
da família como da também tão necessária solidariedade intergeracional.
Infelizmente, tem sido noticiada como "aumento dos benefícios fiscais" dos
casais que acolhem os seus idosos.
Na realidade, não é um "aumento dos benefícios" mas, tão só, um primeiro passo
e, como tal, bastante significativo, no sentido da DESPENALIZAÇÃO FISCAL da
família.
Com efeito, as famílias são objecto de uma legislação fiscal que é penalizadora
do seu normal funcionamento, estimulando-se, assim, por via fiscal, o seu "não
funcionamento", com evidentes sinais negativos na sociedade portuguesa.
Só para dar alguns exemplos:
1 - Quem se casa, vê a já ridícula dedução forfetária diminuir;
2 - Quem se divorcia e, sobretudo, se tiver filhos, é bonificado em 50%;
3 - As deduções por cada filho são ridículas, em franco contraste com o subsídio
recebido por cada criança por uma família de acolhimento (este, sim, realista).
A APFN tem, assim, fortíssimas razões para acreditar que este primeiro passo
agora anunciado seja um forte sinal de que, finalmente, a fiscalidade vai passar
a estar de acordo com o previsto, há muito tempo, na Constitução, nos seus
artigos 67- 2ºf e 104-1º.
A APFN aproveita a oportunidade para recordar que, por na quase totalidade dos
municípios o tarifário da água não atender à dimensão da família, o facto de
famílias acolherem no seu seio os seus idosos irá fazer com que a mesma água que
consumiam passe a ser bastante mais cara.
Por exemplo, se um casal acolher na sua casa os seus quatro idosos, passando a
ser seis no total, a água que cada um consome passa a ser cobrada ao DOBRO do
preço, isto é, passarão a gastar seis vezes mais água do que se vivessem
sózinhos, mas a factura vai ser doze vezes maior! Isto acontece tanto com mais
quatro idosos, ou mais quatro filhos... Portanto, a APFN apela a que os exemplos
das Câmaras de Sintra e Coimbra, que, recentemente, adoptaram um "tarifário
familiar" da água, seja adoptado pelo Governo e generalizado a todo o país,
aproveitando a oportunidade de o tarifário da água estar a ser revisto a nível
nacional. Como é natural, a APFN não acredita que o Governo não consiga
fazer o que estes municípios conseguiram.
APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
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