Infovitae nº 719 - 10 Out 07
Carta
Aberta contra a
Educação Sexual
Imposta -
Armando José
Neves Mendes
Fernanda Maria da
Costa
Mesquita Guimarães
Neves Mendes
CARTA
ABERTA
ao SR.
PRESIDENTE
DA
REPÚBLICA,
ao SR. PRIMEIRO-
MINISTRO
e à SRA.
MINISTRA
DA
EDUCAÇÃO
Ex.mos
Senhores,
Há
alguns dias
atrás ouviu-se na
comunicação social as
propostas de uma equipa de
trabalho sobre o
modelo de educação
sexual a introduzir nas
escolas. Nada foi
novidade, uma vez
que o modelo proposto é
sobejamente conhecido
nos meandros das
associações de planeamento
familiar
internacionais. Nada
de novidade...
mas ao
mesmo tempo,
nada que possa
ser aceitável!
Esqueceu-se
porventura, este
grupo de trabalho,
que vivemos ainda
(assim pensamos, e
eles mesmos
regozijam-se disso!) num país
democrático onde a
liberdade individual
tem de ser respeitada, excepto no
caso em
que comprometa a
liberdade dos outros.
Porventura ter-se-ão
também esquecido de
que os primeiros e
principais educadores
são os pais, e
que a escola serve
para ajudá-los, mas
nunca para substituí-los, nessa
função.
Que a
educação sexual nas
escolas poderá talvez
ser uma disciplina autónoma e
facultativa, mas
nunca uma disciplina
obrigatória ou uma
matéria inserida em
outras disciplinas
obrigatórias.
Que a escola
não tem o direito
nem o poder para
enviar os nossos
filhos a qualquer
tipo de consulta ou de
aconselhamento médico,
de
qualquer especialidade
que seja, sem o
conhecimento e o
consentimento expresso
dos pais (seja
por
problemas cardiológicos,
psicológicos, visuais,
ou qualquer
outro) e, desse modo,
também não pode
providenciar
nenhum tipo de
consulta ou de
aconselhamento a
nível da saúde
sexual sem
esse mesmo
conhecimento e
consentimento expresso
dos pais.
Esses
senhores ter-se-ão
porventura também
esquecido que
cada
pessoa nasce sexuada e de
que a educação
para a sexualidade
humana é algo
que os pais fazem
continuamente e logo
desde a nascença dos
seus filhos. É esta,
aliás, uma das mais
altas e específicas
responsabilidades da
paternidade. Poderá haver
pais que se queiram
demitir desta função,
como poderiam deixar de
dar alimento aos
seus filhos,
mas isso
nunca poderá servir
como regra
que levasse à criação
de uma matéria
escolar
obrigatória. Aliás,
que seria sempre
incompleta,
insuficiente e redutora.
Por
isto mesmo vimos
expressar os nossos
votos de que Vossas
Excelências, a quem
nos dirigimos, possam contribuir,
através de Vossas
altas funções,
para que
decisões próprias, democráticas e adequadas possam
ser tomadas. Para
que no futuro a
nossa sociedade
não sofra com as
consequências de propostas
limitativas, erradas e
pouco democráticas.
Aliás, que
como pais
nós não aceitaremos
nunca para os
nossos filhos,
que não terão
permissão para
participar em
programas,
disciplinas, matérias
ou projectos que
consideramos inadequados e deficientes,
ainda que a
escola os apresente
como obrigatórios. É
isto apenas: Uma
exigência da liberdade
democrática!