A APFN saúda a
publicitação dos resultados escolares, no modo como esta
associação sempre defendeu, isto é, divulgação dos resultados em
bruto, sem qualquer seriação, para que os pais, primeiros
responsáveis pela educação dos seus filhos, possam verificar qual
a melhor escola para os seus filhos, de acordo com o seu
soberano critério, de que não têm que dar satisfação a
ninguém nem delegar em quem quer que seja.Lamentamos que haja
quem continue a alimentar discussões entre escolas estatais e
privadas, esquecendo-se que:
1 - Todas as escolas são públicas, apesar de
umas serem de gestão estatal e outras de gestão privada;
2 - A questão deve centrar-se em que há escolas
excelentes e escolas péssimas, quer de gestão privada,
quer de gestão estatal;
3 - Continua a não haver liberdade de escolha na
educação, uma vez que nem todos os pais podem pôr os seus
filhos nas escolas de gestão privada, e os que podem estão, à
mesma, através dos seus impostos, a pagar o lugar na escola de
gestão estatal em que os seus filhos não estão. Neste capítulo, a
APFN saúda o avanço que já foi dado este ano, ao ser permitido aos
pais inscreverem os seus filhos em qualquer escola de
gestão estatal, dando-se, assim, origem ao início de uma
pressão migratória das crianças e jovens das piores para
as melhores escolas.
A APFN surpreende-se por ainda existirem escolas em que
houve diferenças escandalosas entre a chamada "avaliação contínua"
e os exames finais, e ninguém ter sido demitido, apesar de ser uma
situação bastante mais escandalosa que passeios de 2 ou 5 minutos
em helicóptero!
Como é que é possível que esta situação continue a
existir e nenhuma Comissão Directiva tenha sido demitida e
instaurado processo disciplinar por burla qualificada?
Pior, que tipo de inspecções existem no Ministério da Educação
que não tenham dado por nada durante os 12 anos em que estes
alunos andaram a frequentar esses estabelecimento de ensino?
Que vai ser destes jovens, que chegam analfabetos aos
18 anos, mas convencidos de que têm o 12. ano?
Por isso:
1 - A APFN insiste que seja revista a vontade política
de alargar o ensino obrigatório para os 12 anos. Nunca se
deverá alargar algo que está errado, porque não será mais do que
aumentar o disparate.
2 - Que sejam feitos exames nacionais, com
divulgação dos resultados comparados com os obtidos na avaliação
contínua, nos 4., 6. e 9. anos, a fim de que os
pais não sejam apanhados de surpresa quando os seus filhos já têm
18 anos ou mais.
3 - Que sejam imediatamente suspensos e substituídos os
Conselhos Directivos das escolas em que a diferença de
resultados entre a média de frequência e os exames nacionais tenha
sido igual ou superior a 3 valores, assim como instaurados
processos disciplinares aos professores das disciplinas em que tal
aconteceu. Há bastantes professores no "mercado" que
poderão substituí-los com vantagens para todos.
4 - Que sejam criados mecanismos legais para que
escolas de gestão estatal ou privada possam "adquirir" outras,
estatais ou privadas, tornando possível que as melhores
escolas, e, como tal, com maior pressão de candidaturas, possam
assumir a gestão das piores escolas (e, como tal, com maior
pressão de "esvaziamento" de alunos).
A APFN aproveita a oportunidade para relembrar outras "velhas"
reinvindicações:
1 - Acabar com a escandalosa pressão a que os pais são sujeitos
no início de cada ano escolar na aquisição de novos livros,
que passa pelo alargamento do prazo de validade de cada livro,
proibição de os alunos escreverem nos livros e manuais de
exercícios e redução dos programas para extensões realistas;
2 - Acabar com o favorecimento que é dado a alunos que
frequentam escolas estrangeiras no acesso ao ensino
superior, misturando-se classificações relativas com
classificações absolutas.