NOTÍCIA
Não te esqueceremos, Fernando!
publicado a 22/03/2014

Não te esqueceremos, Fernando!
Há alturas na vida em que todas as palavras nos parecem fugir, ou são demasiado pobres e gastas para traduzir o que quer que seja.
A morte dos Amigos que partem na sua última viagem de regresso à casa do Pai, por mais previsível e inevitável que seja, é um desses momentos difíceis, em que quase não sabemos falar. Quereríamos consolar os que choram, a gradecer o dom da vida de quem parte, recordar os momentos de alegria e de louvor, bem – dizer quem parte, exprimir sentimentos, rezar...e acabamos por dar conta que só conseguimos perguntar, baixinho, para dentro e com tristeza:
- Porquê tão cedo, meu Deus?
- Porquê ele, que ainda faz tanta falta aos seus e a todos a quem conheceu e por quem passou fazendo bem?
- Porquê agora, depois de dias de esperança num milagre que não quiseste que chegasse acontecer…porquê, meu Deus?
O Fernando Ribeiro e Castro partiu hoje para a casa do Pai e deixa já muita saudade.
Vai fazer muita falta à sua Mulher, a valente e querida lutadora Leonor, e aos seus 13 filhos, aos genros, noras e numerosos netos, mas o nosso Presidente e Fundador da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas, também a todos nós seus amigos nos deixa uma sensação de enorme perda e orfandade!
Quando porém, pensamos no Grande Dom que foi a sua vida, na maravilhosa família que com a sua querida Leonor fundou, no prazer e alegria com que viveu as coisas simples da vida em terra e no mar ( que tanto amava), na paixão que sempre pôs em tudo o que fazia e nos projectos a que se dedicava, na coragem e desassombro com que defendia princípios e convicções, na energia inacreditável que o levou a trabalhar até ao último dia da sua vida, na generosidade e desprendimento totais, com que se dava e sempre se deu às causas da defesa da Vida e da Família, na genialidade, inteligência e graça com que escrevia e falava sobre os temas mais polémicos e difíceis, assim como na quase candura de menino e na força da Fé inabalável com que rezava e agradecia a vocação do seu filho sacerdote, e em muitas outras ocasiões que não conseguimos aqui enumerar, ou nem todos chegámos a conhecer, então, nada mais nos resta senão ajoelhar.
Ajoelhar, para rezar, a sós ou com todos os seus, para bendizer e agradecer ao Bom Deus que pôs um tal Homem nos misteriosos caminhos das nossas vidas.
E despedir-nos-emos com um “até já, querido amigo Fernando! Gostamos muito de ti! Obrigada por tudo o que nunca te soubemos agradecer! Não te esqueceremos, Fernando!”
"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós." ( Saint-Exupéry)
