NOTÍCIA
Candidatos presidenciais incluem nas suas agendas visitas à APFN
publicado a 21/01/2016
Dois dos candidatos à presidência da república mostraram disponibilidade para visitar a APFN e saber mais sobre o perfil das famílias numerosas em Portugal. Maria de Belém e Cândido Ferreira incluíram nas suas agendas a visita à sede da APFN, em Caselas. A primeira acabou por cancelar, já que coincidiu com o funeral de Almeida Santos. Cândido Ferreira visitou as nossas instalações no dia 20 de Janeiro, onde a representante da Direção da APFN, Joana Sousa Pinto, explicou as principais tendências nas famílias portuguesas, através da explicação dos resultados do inquérito levado a cabo pela APFN, onde ficou claro que os Portugueses estão a ter menos filhos do que aqueles que desejariam. Este diferencial entre a fecundidade desejada e a realizada surge precisamente como o espaço de atuação das políticas de família.
Foram expostas as preocupações com o prolongamento de um inverno demográfico que continua a agravar-se em Portugal e a necessidade de haver políticas de família abrangentes e duradouras que permitam a efetividade das medidas. O candidato concordou que é necessário haver políticas públicas mais estáveis para permitir às famílias realizarem o seu projeto de vida e poderem ter mais filhos.
Houve ainda a preocupação de desmistificar alguns preconceitos em relação às famílias numerosas, nomeadamente que são muito ricas ou muito pobres. Segundo o INE e os dados da APFN, as famílias numerosas são transversais em todos os extratos socioeconómicos. A Associação não pretende que as Famílias numerosas sejam beneficiadas, mas sim tratadas com justiça e equidade, reivindicando a remoção das penalizações a que atualmente se encontram sujeitas, designadamente em termos fiscais.
Portugal tem das piores políticas de família da Europa. É uma questão premente. Ainda há muito que fazer na área da educação, saúde, serviços básicos (como a água e a Luz) e mesmo em termos de transportes.
Para o candidato, "tem de começar a haver políticas de família", pois em Portugal "não há políticas estáveis". "Não podemos andar a mudar os livros escolares todos os anos, não podemos andar uns anos com exames, outros anos sem, porque isto põe em causa a própria escola pública, isto põe em causa todos os planos de apoio às famílias numerosas e aos filhos dessas famílias", concretizou.

