NOTÍCIA

APFN alerta para situações de grave insuficiência económica nas famílias mais numerosas

publicado a 24/06/2022

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas pede ao Governo que a atribuição dos apoios diretos às famílias tenha em conta o número de elementos do agregado familiar incluindo todos os dependentes, no sentido de dar uma resposta efetiva aos problemas de extrema carência, que afetam de forma especial as famílias mais numerosas.
A prorrogação do apoio de 60 euros por família, em si positiva, não dá resposta às situações de maior carência, por não ter em consideração o número de pessoas que constituem a respetiva família, devendo ser modulado para poder ser efetivo.


Os últimos dados de pobreza e exclusão social (INE, dados divulgados em 2021) revelam que, em Portugal, quase 40% das famílias compostas por dois adultos e três ou mais crianças estão em risco de pobreza, sendo as famílias numerosas um dos alvos mais vulneráveis à pobreza e à exclusão social.
Nas circunstâncias que atravessamos, em que se verifica uma perda real de poder de compra, mais acentuada ainda no cabaz alimentar, os apoios são urgentes e devem refletir as diversas realidades familiares, tendo em conta o número de pessoas que integram os agregados, incluindo dependentes.


A APFN deu já conhecimento das suas preocupações ao Primeiro-Ministro, António Costa e à Ministra da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, esperando que haja um ajustamento da medida para fazer face às famílias mais carenciadas.