Natal é, por tradição, tempo de Alegria, Família e Festa.
Tempo de Luz e União.
Tempo de Esperança, Solidariedade e Paz.
E tudo por causa de um acontecimento central e histórico,
ocorrido há cerca de 2.000 anos - o nascimento em Belém,
de um Menino, de Seu Nome, Jesus, também conhecido,
entre os cristãos, por Emanuel, Deus connosco.
Porém, hoje como então, muitos continuam a não O
reconhecer na Sua pobreza, desprendimento e abandono,
tão ao arrepio do que nós e os poderosos deste mundo
convencionamos ser o melhor.
Há muitos que não O reconhecem, nem acolhem, mas
querem a Alegria de fazer Festa, mesmo só por fazer.
Há muitos sem - família, que quereriam até ter
Família com quem fazer Festa, mas que por muitas razões,
só têm solidão, mesmo quando acompanhados.
Há muitos que procuram uma Luz que não conhecem e se
deixam confundir pelas luzes de decorações enganadoras e
relações superficiais que nunca saciam a sua sede de
amor e de verdade.
Há muitos que anseiam por União, mas se deixam
dividir pelo vil metal, o desamor e a desconfiança,
talvez porque nunca foram acolhidos e não sabem acolher,
nem dar, nem receber.
Há muitos que têm Esperança num mundo melhor, em que
a Solidariedade e a Paz sejam uma realidade, mas que só
confiam nas suas próprias mãos, na sua força e no seu
saber, e acabam por desesperar ao darem conta das suas
limitações, erros e fracassos.
Neste tempo de crises várias, desejamos a todos -
crentes e não crentes - que a Mensagem deste Menino -
razão de ser desta quadra festiva e razão da nossa
esperança - nos ajude a descobrir que há mais Vida,
para lá do dinheiro, das desilusões, das guerras e
rancores.
Neste tempo de Natal,
que é também de preocupação pelo Inverno Demográfico que
nos ameaça,
porque tantos e tantas secaram e secam as fontes de vida,
e negam a vida às vidas que trazem em si, por sua
decisão e vontade, ou porque na sua carência e incerteza
de vida não se sentem minimamente apoiados pelos
Governos,
porque tantos apagaram e apagam a luz do amor nas suas
vidas e nos seus corações, quebrando compromissos e
laços em tempos tecidos com ternura,
e porque há tantas crianças que sofrem os erros dos seus
pais e a solidão de estarem sós e separados de quem amam
e os ama,
neste Natal,
a APFN- Associação Portuguesa de
Famílias Numerosas vem desejar a todas as famílias,
grandes e pequenas, em maior ou menor dificuldade, que o
Deus - Menino reacenda nas suas vidas a Luz do Seu Amor,
para que volte a ser um Natal Feliz nas suas casas e que
o Novo Ano lhes traga Saúde, Trabalho, Esperança e Paz .
18 de Dezembro de 2008
APFN - Associação Portuguesa de Famílias
Numerosas
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