A APFN vem saudar-vos, a todos os
Avós, experientes e inexperientes, já Bisavós, ou
ainda a começarem a “nova carreira” de Avós.
Olhamos os vossos rostos todos os dias
nas ruas deste mundo mais próximo, que é a nossa cidade,
onde diariamente nos cruzamos convosco:
Avós modernos, sorridentes, babosos e
orgulhosos, ao volante das novas carrinhas, onde possam
caber várias cadeirinhas, avós que tentam ainda
conciliar o seu trabalho profissional com as
necessidades dos seus filhos, para irem buscar os netos
à escola, levá-los às actividades extra-escolares, ao
judo, à catequese, a um espectáculo ou a uma visita a um
museu, ou simplesmente para ficarem com eles em casa e
os ajudarem nos trabalhos de casa, nos banhos, e
refeições, até que os pais esgotados e sem tempo,
os possam vir buscar ao fim do dia...
Avós cansados, dobrados pelo peso dos anos,
do trabalho, das dificuldades e doenças, mas sempre
prontos a dar o seu melhor, que ainda arranjam
forças para correr atrás de algum neto endiabrado no
parque de baloiços, ou que, sentados no banco de jardim,
ao fim de tarde, abrem os lanches preparados com
carinho, enquanto contam coisas do passado, ou ouvem as
histórias dos netos, sem preocupações com os
ponteiros do relógio...
Avós, mais ou menos cultos, com mais ou menos
posses, mais ou menos saúde, verdadeiros “pára-raios”,
protegendo o edifício de tanta família em
desmoronamento, em que pais e mães, desorientados e
perdidos nas contradições deste mundo, lhes confiam essa
assustadoramente crescente multidão de meninos e
meninas tão “órfãos de pais vivos”...
São estes Avós que, com um jeito e um saber de
experiência feito, ainda conseguem, quantas vezes, o
milagre de consolar, ouvir, tranquilizar e
sarar as feridas de tantas crianças em sofrimento,
que não têm culpa dos erros dos adultos, nem da
falta de visão dos políticos (que à falta de uma
verdadeira política de família, vão lançando medidas
avulso, às vezes materialmente úteis, é certo, mas
quantas vezes gritantemente desajustadas das
realidades e necessidades).
Crianças, a quem
ninguém pergunta, por exemplo, antes de facilitarem o
divórcio aos pais, (como quem vai ali e bebe um copo de
água!) se se sentem felizes por se verem divididas e
separadas da mãe ou do pai, crianças a quem ninguém
pergunta se aceita partilhar as sobras que lhes
restam do carinho dos pais com pessoas desconhecidas
que entram e saem das suas vidas a uma velocidade
incompatível com a saúde mental de qualquer criança ou
jovem em processo de crescimento...
Que seria de tanta criança, sem estes
Avós-faroleiros que lhes assegurassem o “pão nosso
de cada dia” e alguma estabilidade e referências sobre
as quais se vai construindo o frágil edifício das
suas vidas e personalidades?
O nosso mundo bem precisa destes Avós-pilares
que não querem deixar ruir por completo, nem a
casa, nem a família, e dar “experiência de família” a
crianças a quem esse direito foi negado pelos seus pais!
Por isso, neste vosso mais que merecido Dia, queridos
Avós, aqui vai um Abraço de amizade, estímulo, e
agradecimento por tanto “colo” físico, material e
espiritual, que o vosso coração grande permite oferecer
diariamente!
22 de Julho de 2008
APFN - Associação Portuguesa de Famílias
Numerosas
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