Perante a desolação no distrito da Guarda,
em que é cada vez mais rara a presença de crianças e jovens,
o Presidente da República questionou o país porque é que os
casais portugueses têm cada vez menos filhos referindo que «Eu
não acredito que tenha desaparecido dos portugueses o entusiasmo de
trazer vidas novas ao mundo».
A APFN pode garantir ao Presidente da República que
tem toda a razão para não acreditar nisso.
Basta ver o exemplo dos casais portugueses
imigrados em França, que há já bastantes anos têm uma
média de 2.1 filhos por casal, exactamente igual ao
valor que desejam e, curiosamente, o valor que é
desejável.
A "pequenina" diferença é que a França há algum tempo
que leva esta questão a sério, tendo adoptado a
política e medidas necessárias para que os casais possam ter os
filhos que desejam, enquanto que tal não acontece em Portugal: as
medidas recentemente postas em prática pelo Governo e anunciadas
com o espalhafato a que nos tem habituado nem sequer serão
suficientes para neutralizar os efeitos da fúria anti-natalista
do Ministro da Saúde, como veremos assim que saírem os números
de nascimentos em 2007 e 2008!
Basta Portugal adoptar todas as medidas
que foram adoptadas, com sucesso, em França para que os casais
portugueses tenham, em Portugal, o mesmo número de filhos que têm em
França, acabando de vez com o inverno demográfico cada vez mais
pronunciado em que o país está mergulhado, como mostrado no Caderno 16 -
"Demografia: passado e presente. Que futuro?" (