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Neste Dia da Mãe, que há muito se convencionou ser um dia de festa rica de simbolismo, festivamente celebrado em muitas famílias, no nosso país e um pouco por todo o mundo, nesta ou noutra data, mas que para tantas Mães é tristemente, e afinal, apenas um dia igual aos outros, esquecidas que estão talvez numa cama, num quarto de lar modesto, ou numa casa vazia, marcadas pela doença, solidão e/ ou a idade,
a APFN quer-vos recordar a todas com umas breves palavras de reconhecimento e homenagem!
Dirigimo-nos por isso,
Às Mães de muitos e às de poucos, ou de um só,
às Mães de sangue e às tão só de coração,
às Mães jovens e às mais velhas,
às Mães-coragem, sózinhas e desprotegidas pela sociedade e pelo Estado,
e às Mães humilhadas e vítimas de maus tratos,
às Mães em casa a tempo inteiro, quase ridicularizadas pela sua opção, e às que lutam em cada dia pela tarefa quase inglória da conciliação do dificilmente conciliável,
às Mães impecáveis e às Mães que se envergonham das suas demasiadas faltas,
às Mães carinhosas, sorridentes, heroicamente disponíveis e colaborantes,
e às Mães queridas, sim, e igualmente extremosas, é claro, mas frequentemente rabujentas e mal-humoradas, sobretudo depois de noites inteiras, semanas, meses e anos sem dormir, sempre a levantarem-se para acudir a um choro ou sonho mau, a mudar fraldas, a dar remédios, a apanhar chuchas perdidas no chão, e a dar peito, biberon e papas, a dar colo e a cantar, ou embalar na sala para não acordar a restante família...
às Mães sem emprego, sem subsídio e sem dinheiro, a tirarem o pão e o último prato de sopa da própria boca para saciarem os filhos,
às Mães que dolorosa e ansiosamente procuram dar à luz um primeiro filho, depois de sucessivas gravidezes sem sucesso e abortos inesperados,
e às Mães que corajosamente esperam mais um bebé e o acolhem com igual carinho, venha com saúde ou com algum problema, exactamente agora que a família já é grande, o marido perdeu o emprego e talvez tenha de emigrar, o dinheiro falta, a casa é pequena e os outros filhos ainda demasiado pequeninos ...
Que seria de nós sem vós?
Que frio, triste e cinzento se está a tornar o coração deste mundo sem Mães e sem o riso das crianças a quem é impedido o direito de nascer...
Por isso, neste vosso Dia da Mãe, queremos dizer a todas estas Mães e às que ficam por nomear, mas que se sentem todas elas protagonistas alegres e abençoadas do grande Milagre da Vida Humana – a participação na divina obra da Criação – que por maior que seja a crise há um presente que não custa dinheiro e que sempre vos podemos copiosamente oferecer :
a ternura do nosso beijo e um grande Obrigado do coração!
APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Lisboa, 1 de Maio de 2013
Rua José Calheiros,15 1400-229 Lisboa
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