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Aproxima-se mais um Dia Mundial da Criança !
Em toda a parte se falará do seu direito à felicidade.
Por cá também, e ainda bem!
Mas sejamos simples e descomplicados,
E sem corrermos atrás de modas e chavões, perguntemo-nos apenas:
Mas de que precisam afinal, as nossas crianças, para serem felizes e crescerem saudáveis?
De uma Playstation? De um Nintendo? De um plasma gigante no meio da sala, de um televisor no quarto, de um telemóvel no bolso e de um hipod na mão? De um ?Magalhães? que as torne mais iguais a todos os meninos da escola? De uma conta bancária que cresça com elas? De uma Linha telefónica para pedir socorro, quando os pais lhes baterem? De mais e redobrada protecção contra todos os vírus à solta? De novas aulas de Educação Sexual, muito precoces, muito explícitas, muito práticas, muito ?bem orientadas?, em salas de aula, último grito em equipamento, luz e cor? De escolas grandes, renovadas, espaçosas, cheias de janelas basculantes, confortáveis auditórios climatizados e modernos ginásios? Sejamos simples e descomplicados, Que em tempos de crise ? como os nossos - convém resumir as necessidades supérfluas e focarmo-nos no essencial? Sejamos simples e descomplicados? Convenhamos que tudo isto pode fascinar, atrair e ?encher o olho?? Até dar votos e pôr as crianças a rir durante algum tempo? Mas aquilo de que cada criança, verdadeiramente, necessita para ser feliz é de? Ter um pai e uma mãe que procurem amar-se e entender-se, Não a prazo, mas para sempre, Pais com trabalho, sim, mas também com tempo para ser família, Pais que se esforcem por estar de acordo sobretudo quanto à sua educação? Que lhe dêem carinho, atenção e segurança, Que a motivem e apoiem com o seu aplauso e louvor, Que a corrijam com ternura e firmeza, Que - se possível - a acompanhem nos seus estudos, dificuldades e progressos, Que sempre confiem nela, E que ela possa sempre confiar neles, Que a preparem para enfrentar perigos e desafios, Mas não a superprotejam, nem a abafem, Que lhe ensinem a conquista gradual da liberdade, mas sempre assente na responsabilidade, Que a encaminhem para a vida em sociedade, Facilitando-lhe laços fortes de solidariedade, Se possível, com irmãos, avós, tios, primos e amigos. Enfim, que lhe ofereçam diariamente ? qualquer que seja a sua idade ? Bons exemplos, valores, convicções e uns braços sempre abertos Para a acolher e abraçar, Quando houver dores e tormentas, ou simples alegrias a partilhar!
18 de Outubro de 2009
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