APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas 

Comunicado

Deseducação Sexual- Parte II

Chocados com as notícias publicadas no passado dia 14 de Maio no semanário "Expresso" sobre o que é feito em escolas portuguesas sob a capa de "educação" sexual, a APFN manifestou logo nesse dia a sua enorme indignação através do comunicado http://www.apfn.com.pt/Noticias/Mai2005/apfn2.htm.
 
Ao tomar conhecimento do lançamento de uma petição na internet por um grupo de pais, imediatamente divulgou essa louvável iniciativa junto dos seus sócios. Foi com muito agrado que soube que esse grupo de pais se organizou sob a designação de MOVE - Movimento de Pais, lançando um site na internet (http://www.move.com.pt) e, também, uma petição em papel, disponível para "download" no referido site.
 
Entretanto:
  • Assistimos a várias intervenções na comunicação social, quer de repúdio pelo revelado no referido semanário, quer de repúdio pela denúncia e pelas suas reacções por parte de conhecidos "educadores" e simpatizantes da APF, em que se destacou o Dr. Duarte Vilar, pondo-se como vítima de qualquer conspiração por parte de "ultra-conservadores";
  • Lemos um comunicado do Ministério da Educação a pretensamente desmentir factos indesmentíveis, e, posteriormente, um outro, remetendo o assunto para o CNE - Conselho Nacional de Educação;
  • Procurámos obter mais informação sobre o assunto de que o "Expresso" apenas levantou o véu, e ficámos ainda mais indignados pelo que vimos, pelo que a nossa posição já não é, apenas, pelo que já saiu na comunicação social (e que esperamos que continue a sair).
Perante o exposto:
 
1 - Recomenda que a Sra Ministra da Educação leia o documento que refere "Educação Sexual em Meio Escolar, Linhas Orientadoras". Entre muitas coisas "interessantes", poderá ver fortes recomendações a "obras de referência", tais como o  Programa Harimaguada, a que se refere do seguinte modo:

"Este vasto conjunto de recursos constitui o produto da experiência e da prática do Colectivo Harimaguada, um grupo de profissionais ligados à educação sexual em meio escolar do Arquipélago das Canárias (Espanha). Entre as décadas de 80 a 90, criaram, desenvolveram a avaliaram um programa de educação sexual escolar nas suas múltiplas vertentes, desde o trabalho directo com as crianças e os jovens, à formação de professores a às actividades dirigidas aos pais e encarregados de educação.

 

A apresentação destes materiais é feita através de grandes dossiers pedagógicos, cada um deles dizendo respeito a uma faixa etária específica, desde a infância (Pré-primária) à adolescência (Secundário). Cada uma das pastas contém o «livro do professor», com alguns conteúdos básicos e orientações/sugestões, as «unidades didácticas», sugestões a fichas de actividades para aplicação, a «exemplos de experiências» realizadas com os materiais -disponibilizados.

 

Cobrindo alguns dos conteúdos fundamentais da educação sexual - da identidade pessoal a sexual ao relacionamento interpessoal, do conhecimento do corpo sexuado à reprodução, dos papéis de género às questões afectivas este conjunto de obras tem-se revelado, também no nosso País, um recurso muito útil, sobretudo pela sua manuseabilidade a pelas «fichas» disponibilizadas, as quais são de fácil tradução para português."

Para melhor se compreender a enorme admiração que esta obra suscita nos responsáveis pelas "Linhas Orientadoras", incluímos uma das recomendadas "fichas disponibilizadas" para a infância, de "fácil tradução para português" e que "tem-se revelado, também no nosso País, um recurso muito útil":
 
 
2 - A APFN considera que a vida sexual das cabras e companheiros aqui ilustrada não é a forma adequada para se abordar este assunto com crianças, embora, por aquilo que tem lido na comunicação social, tem absoluta certeza de que a nossa opinião não é unânime;
 
3 - A APFN compreende perfeitamente que, quem toma como exemplo a vida sexual de cabras e companheiros, obviamente apelidará de "ultra-conservadores " os que consideram que a sexualidade humana deverá ser vivida e ensinada como humana;
 
4 - A APFN insiste em que a Sra Ministra de Educação investigue, a sério, o que se está a passaruma vez que consideramos o assunto da máxima gravidade !
 
5 - A APFN recomenda fortemente que todos os portugueses, em particular os que têm filhos em idade escolar, adiram às iniciativas do MOVE (http://www.move.com.pt), colaborando, activamente, na angariação de assinaturas quer da petição em papel, quer da petição na internet;
 
6 - A APFN agradece aos pais que estão na génese do MOVE, desejando as maiores felicidades na consecução dos seus objectivos, que também são nossos.

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Nota importante: é necessário que seja enviado a partir da conta de correio electrónico onde foi recebido este comunicado.
 

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