Se a APFN afirmar, com total
conhecimento de causa, que a Família – célula vital
da sociedade – ainda continua a ser o melhor e o mais
desejável local para se nascer, crescer e morrer,
ninguém certamente porá em dúvida, por mais excepções à
regra que conheça.
Se a APFN declarar, com não menos
segurança, que toda a Família, mais tarde ou mais
cedo, se tem de enfrentar com problemas reais,
frequentemente de grande dificuldade, também ninguém
duvidará.
Mas se a APFN, recorrendo a um estudo
realizado há algum tempo por uma jornalista canadiana,
disser que a grande diferença entre “família saudável”,
ou funcional, e família disfuncional, começa exactamente na
forma como ambas enfrentam os seus problemas, aí talvez
nem todos concordem.
E contudo, o estudo comparativo sobre
“as boas práticas” das famílias saudáveis, a que a APFN teve
acesso há algum tempo, revela exactamente que, não havendo
famílias sem problemas, pois eles surgem inevitavelmente por
diferentes causas ao longo do chamado “ciclo de vida da
família”, a família saudável distingue-se pelas seguintes
“boas práticas”:
Pede
ajuda quando tem problemas, não desistindo do seu
projecto às primeiras dificuldades e com vontade de
ultrapassar as crises, donde retira novas energias;
Procura manter sempre o diálogo e a escuta – a
comunicação – entre os seus membros;
Não
deixa nenhum elemento de fora, pois tem espírito de
grupo e vê-se como um todo, em que todos se ajudam
segundo as necessidades e capacidades de cada um;
Respeitam-se uns aos outros;
Respeitam o direito de cada um ao seu espaço e
intimidade;
Têm
prazer em estar juntos, brincar ou jogar em família,
em passar os seus tempos livres juntos, em celebrar
datas marcantes e aniversários, e fazerem festas;
Fazem
regularmente refeições à mesa em família e conversam
com televisão desligada;
Contam histórias e tradições de família e partilham
segredos do passado familiar;
Orgulham-se do nome de família, das suas origens e
raízes, bem como das dificuldades ultrapassadas
pelos seus avós e antepassados;
Têm
sentido de espiritualidade, mesmo quando nem todos
praticam uma religião;
Partilham dinheiro e poder, funções e
responsabilidades, entreajudando-se sem cobrar por
isso;
Revelam coesão, lealdade, tolerância, flexibilidade,
perseverança, optimismo e empatia – sinais de
Inteligência Emocional.
Neste DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA, num
tempo em que no mundo ocidental onde vivemos, tantos já não
parecem acreditar na Família, confundindo-a,
descaracterizando-a e fragilizando-a cada vez mais, até do
ponto de vista legal e fiscal, a APFN envia a todos estas
palavras de ânimo e esperança, convidando as famílias,
felizes ou em dificuldades, a reflectirem um pouco sobre
estas “boas práticas”, com a profunda convicção de que
um país saudável, feliz e produtivo só existe quando a
sociedade que o compõe é igualmente saudável, feliz e
empenhada no seu trabalho, o que só se consegue se as
famílias que educam as novas gerações forem saudavelmente
coesas, responsáveis, alegres e lutadoras.
8 de Maio de 2008
APFN - Associação Portuguesa de Famílias
Numerosas
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