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Mais
um Dia
da
Mulher
vai
chegar,
e aí
estarão
de novo
os
discursos
inflamados,
politicamente
correctos,
enaltecendo
as
liberdades
e
conquistas
das
mulheres,
defendendo
os seus
direitos,
mas
valorizando
apenas o
que está
na moda,
ou a
alguns
interessa
realçar.
E já
sabemos
de que
falarão.
Um véu
de
ostensivo
esquecimento
e
indiferença,
porém, -
quando
não de
troça e
insulto
-
abater-se-á
de novo,
sobre as
Mulheres
que
convém
silenciar.
Por isso
a APFN
as quer
lembrar
aqui:
-
a Mãe,
de
família
numerosa
ou não,
que
dá
prioridade
à
maternidade,
dela se
orgulha
e que,
contra
leis
iníquas,
ventos e
marés,
defende
o
direito
à vida
dos mais
fracos e
indefesos
de todos
os seres
- a
criança,
seu
filho, por
nascer
-
independentemente
do seu
estádio
de
desenvolvimento,
da sua
saúde ou
da
oportunidade
da sua
vinda ao
mundo;
-
a
Mulher
que,
embora
preparada
para
ascender
ao poder
e
desempenhar
outras
tarefas
aparentemente
de mais
brilho e
prestígio
na
sociedade,
se
apaga
voluntariamente,
no mundo
da sua
casa,
interrompendo,
talvez,
a sua
carreira,
durante
algum
tempo,
ou para
sempre, para
garantir
a
sobrevivência,
bem-estar
e defesa
da sua
Família,
apoiando
o seu
Marido e
Filhos,
quando
mais
precisam,
portas
adentro;
-
a
Mulher
que, com
a sua
sensibilidade
apurada
e bom
senso
natural,
sabe
quando e
onde
deve
intervir
para,
mesmo
com
sacrifício
pessoal,
sair
em ajuda
dos que
mais
sofrem à
sua
volta, a
escutar
os
que mais
precisam,
e a
animar
os mais
desalentados,
consertando,
com
ternura
e
paciência
sempre
renovada,
os
“cacos”
das
vidas
sofridas
de tanta
gente
anónima,
a quem
já
ninguém
parece
ter
tempo
para
ouvir...
A todas
estas
Mulheres,
a APFN
envia
Parabéns
e votos
de
felicidades!
Ainda
bem que
se
sentem
felizes
na pele
e no
sexo com
que
nasceram
e não
perdem
tempo
com
discussões
estéreis
e em
busca de
uma
pretensa
felicidade
escondida
“numa
outra
identidade
e
orientação
sexual”
!
Mas,
também,
às
Mulheres
do nosso
tempo,
que
sabem
bem como
querem
educar
os seus
filhos,
hoje e
agora, e
se
recusam
a
aceitar
que
terceiros
se
intrometam
na
esfera
íntima
da sua
acção
educativa
com
decisões
sobre a
melhor
(!)
Educação
Sexual a
dar aos
seus
filhos,
daqui
enviamos
um
Abraço
de
Parabéns!
E
às
Mulheres
valentes,
abandonadas,
esgotadas,
que
vivem e
trabalham
em
condições
desumanas
para,
sózinhas,
garantirem
o
sustento
dos seus
filhos,
o
nosso
Abraço
de
Admiração!
E
às
Mulheres
desempregadas,
já
apanhadas
pela
actual
crise
económica
e social,
que se
angustiam
ante um
presente
e um
futuro
de
pobreza
e
incerteza,
o nosso
Abraço
de
Solidariedade!
Neste
dia
particularmente
dedicado
aos
problemas
que
afectam
as
Mulheres
e em que
tanto se
fala de
todos
os
direitos
que lhes
não são
reconhecidos,
aqui e
em
tantos
lugares
do
mundo, a
APFN faz
votos
sinceros
para que
a
sociedade
em
geral, e
os
Governantes
em
particular,
respeitem,
ouçam,
apoiem
efectivamente,
olhem e
tratem
todas as
Mulheres,
sem
excepção,
com a
Dignidade
que merecem
e lhes é
devida,
e
deixarem
de
continuar
a tentar
impor um
modelo
que a
grande
maioria
(embora
menos
mediática)
rejeita.
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