NOTÍCIA
Noticias ao Minuto, "Pobreza infantil exige medidas de apoio família e combate ao desemprego"
publicado a 22/01/2013
Pobreza infantil exige medidas de apoio família e combate ao desemprego
Vários representantes de organizações sociais defenderam, esta terça-feira, em Lisboa a necessidade de mais medidas de apoio às famílias além do combate ao desemprego e do aumento do salário mínimo para reduzir a pobreza infantil.
Numa audição realizada pelo grupo parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), sob o tema "Crise, austeridade e aumento da pobreza infantil: realidades e saídas", vários representantes da sociedade civil, entre Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), câmaras municipais, juntas de freguesia, organizações não-governamentais (ONG) e associações várias debruçaram-se sobre a problemática da pobreza infantil e tentaram apontar algumas soluções.
No encontro o líder da bancada parlamentar do PCP, Bernardino Soares, garantiu que o partido vai tentar, ainda esta semana, levar o tema da pobreza infantil a debate no plenário da Assembleia da República.
Durante a audição, a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, Ana Gonçalves pediu mais medidas de apoio às famílias, lembrando que há falta de crianças no país e que isso compromete o desenvolvimento económico de Portugal. Ana Gonçalves defendeu alterações às taxas moderadoras, criticando que as crianças só estejam isentas até aos 12 anos, e reclamou apoios na aquisição dos manuais escolares.
Já o representante da União Distrital das IPSS de Setúbal, Florindo Paliotes, alertou que muitas instituições estão a atingir o limite e que algumas poderão mesmo entrar em processo de insolvência, o que, a acontecer, afetará valências como o apoio aos idosos ou às crianças.
Célia Portela, da comissão executiva da União de Sindicatos de Lisboa, afecta à CGTP-In, defendeu que se caminha para o empobrecimento generalizado da população e que a pobreza infantil é uma consequência. O
presidente da Junta de Freguesia da Ramada, em Odivelas, Francisco Bartolomeu, disse ter por hábito visitar as escolas e deu conta de crianças que à segunda-feira "comem tudo o que lhes aparece à frente porque o fim-de-semana é negro", enquanto outras vendem as senhas para conseguirem dinheiro para os pais.
