NOTÍCIA
i Online, "Seis em cada dez portugueses favoráveis ao trabalho a tempo parcial"
publicado a 27/12/2013
Seis em cada dez portugueses favoráveis ao trabalho a tempo parcial
Segundo o inquérito realizado pela Netsonda em todo o país, 61% dos inquiridos mostrou-se favorável ao trabalho a tempo parcial e 70% afirmaram que aderiam a esta medida
Seis em cada dez inquiridos num estudo promovido pela Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN) mostraram-se favoráveis ao trabalho a tempo parcial, um número que sobe para 92% no caso de famílias com três ou mais filhos.
A realização do estudo foi motivada pelo anúncio do Governo de querer instituir o trabalho a tempo parcial com compensação remuneratória, através de verbas comunitárias, explica a associação em comunicado.
Segundo o inquérito realizado pela Netsonda em todo o país, 61% dos inquiridos mostrou-se favorável ao trabalho a tempo parcial e 70% afirmaram que aderiam a esta medida.
Nas famílias com três ou mais filhos, 92% disseram concordar com esta medida e 88% disseram que aderiam ao trabalho a tempo parcial.
Por outro lado, 46% dos portugueses consideraria ter mais filhos, na sequência da aplicação desta medida.
A grande maioria dos inquiridos (88%) vê o trabalho a tempo parcial como um meio para um melhor exercício da maternidade ou paternidade, 85% consideram que aumenta a qualidade de vida e 63% pensam que aumenta a produtividade, com a melhoria dos níveis de motivação.
Dos inquiridos que disseram que aderiam a esta medida, 52% aceitaria uma redução no salário.
O estudo refere que 45% dos inquiridos gostava de reduzir o horário de trabalhão em duas horas e 40% utilizariam a medida até os filhos completarem 12 anos.
As mulheres manifestam-se mais adeptas desta medida do que os homens, tanto no caso de não terem filhos ou de terem um ou dois filhos (75% das mulheres, contra 65% dos homens), como nas famílias com três ou mais filhos (93% das mulheres versus 79% homens).
De acordo com o inquérito, as mulheres estão mais dispostas do que os homens a aceitarem uma redução de salário.
Para o sucesso da medida, os inquiridos mencionam a existência de filhos com necessidades especiais como um fator de relevância acrescida na aplicação da medida (88%), bem como a garantia de que o benefício não possa ser utilizado para receber a compensação e trabalhar noutro local (75%).
Foram ainda referidos como fatores críticos do sucesso da medida a idade e o número de filhos, para a aferição das horas que seja possível reduzir.
Agência Lusa
