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i online, 'Sete famílias "estreiam-se" em Évora como "novos povoadores" até início do ano'
publicado a 22/09/2009
Sete famílias "estreiam-se" em Évora como "novos povoadores" até início do ano
As primeiras sete famílias do projecto "Novos Povoadores", que vão trocar o litoral pela migração para o interior do país, devem começar a chegar a Évora até ao início do ano, garantiu hoje um promotor da iniciativa.
"Évora é o projecto-piloto mais avançado. Em breve, devemos assinar o contrato final com a Câmara Municipal e, entre Novembro e Janeiro, as primeiras sete famílias do projecto, a nível nacional, devem mudar-se para a cidade", disse à agência Lusa Frederico Lucas.
O projecto "Novos Povoadores", da autoria de Alexandre Ferraz, Ana Linhares e Frederico Lucas, é dinamizado pela empresa Info-excelência e pretende combater o despovoamento do interior do país.
A ideia é fomentar e facilitar a mudança das famílias interessadas em trocar as grandes cidades por uma vida "mais tranquila na província", introduzindo "massa crítica" nas zonas mais despovoadas.
Évora e Marvão (distrito de Portalegre), no Alentejo, Idanha-a-Nova (distrito de Castelo Branco) e um concelho ainda não definido na região de Trás-os-Montes são os locais onde vão avançar projectos-piloto da iniciativa.
Os promotores da ideia até já pretendiam ter arrancado com a mudança das 29 famílias que chegaram à selecção final, sobretudo oriundas de Lisboa e do Porto, mas esta fase atrasou-se devido ao período eleitoral.
No caso de Évora, precisou, depois da apresentação formal do projecto no final de Maio, "o assunto ainda teve que ser aprovado pela Assembleia Municipal e o protocolo seguiu para o departamento jurídico".
Já em Marvão, acrescentou, o projecto ainda não foi viabilizado na câmara nem na assembleia municipais, enquanto que, em Idanha-a-Nova, o protocolo não foi assinado porque o município "não apresentou a garantia bancária de 20 mil euros que estava combinada".
No que respeita ao projecto-piloto de Évora, que vai começar por envolver sete famílias, "tudo licenciados e com uma média etária de 35 anos" - a pessoa mais nova tem 29 anos -, os promotores do "Novos Povoadores" estão já a negociar com o Núcleo Empresarial local (NERE) a disponibilização de "uma ou duas salas" para "uma incubadora de negócios".
"Um dos requisitos para as inscrições era que um dos elementos do casal tivesse um emprego fixo, com hipótese de transferência, e o outro um projecto empreendedor, que será concretizado nessa incubadora, com o nosso apoio?, disse.
O objectivo em Évora passa pela fixação de novos moradores no centro histórico, pelo que as sete famílias até já têm disponíveis "casas provisórias" para as acolher, enquanto aguardam "a conclusão de obras nas futuras residências".
Em Marvão, onde o projecto deve arrancar com cinco famílias, durante o próximo ano, afirmou, vai ser criada uma "incubadora na área da comunicação para serviços de apoio a pequenas e média empresas".
O vereador José Manuel Pires, do município de Marvão, confirmou hoje à Lusa que o processo está pendente, até depois das eleições, mas que a câmara espera poder receber, no total, ?uma dezena de famílias?.
Para Idanha-a-Nova, segundo Frederico Lucas, estão previstas rumar ?sete famílias? (as restantes famílias da selecção final querem mudar-se para Trás-os-Montes) e a temática vai girar em torno de "projectos de agricultura biológica".
Em termos nacionais, ?310 famílias? inscreveram-se no "Novos Povoadores?, sendo que, das 29 apuradas para a fase final de selecção, "80 por cento são licenciados", com uma media etária de "35 anos".
Uma das principais motivações destas pessoas passa por ganhar "qualidade de vida", estando alguns dos casais "interessados em iniciar a sua família e ter filhos", enquanto que outros dos inscritos, já com descendência, pretendem "dar-lhes melhores condições e ter mais tempo".
