NOTÍCIA
APFN associa-se à celebração do Dia do Trabalho Invisível
publicado a 05/04/2016
Uma folha em branco, mas que ideia!? Um e-mail em branco, mas que ideia?
- Um e-mail em branco - Um contrato de não-trabalho, um contrato em branco entre o trabalhador invisível e a sociedade.
- Uma folha em branco: nenhum vestígio, nenhum escrito , um buraco .
- Um e-mail em branco: um vazio jurídico e social, sem status.
- Uma folha em branco: uma folha branca, um vazio, nada.
- Um e-mail em branco: sem qualquer esperança, uma história por escrever.
- Uma folha em branco, um e-mail branco: nada para ler, algo para imaginar.
Em 2001, a associação canadiana AFEAS criou o Dia do Trabalho Invisível e desde aí, por todo o mundo, a primeira terça-feira de Abril tornou-se um dia simbólico. Em 2016, este dia será dia 5 de Abril, terça-feira.
O trabalho invisível, não pago, inclui todo o trabalho realizado dentro da família e o trabalho voluntário dentro de uma comunidade, independentemente do status da pessoa.
O reconhecimento do valor deste tipo de trabalhol irá melhorar o status daqueles que o fazem, geralmente mulheres, como mães e cuidadoras, sem esquecer todas as formas de voluntariado nas escolas, hospitais, lares, clubes desportivos e diversas associações. Em 2016, como aceitar a falta de reconhecimento e apoio a mulheres e homens cujo contributo dentro das suas famílias e comunidades é essencial para o desenvolvimento e sobrevivência que qualquer sociedade?
Remunerado ou não, o trabalho baseado nas relações familiares de cuidar dos dependentes e educar as crianças é essencial para toda a sociedade. Este trabalho traz uma mais-valia indispensável para o enriquecimento da sociedade e reflete a sua coesão, a sua estabilidade e até felicidade!
Quer seja feito numa base formal (profissionalmente e mediante remuneração) quer informal (dentro da família, vizinhança ou aos mais carenciados, gratuitamente) este trabalho é parte do modelo social europeu. As famílias são autênticas redes de trabalhadores que colaboram no seu âmago ou com terceiros na prestação de cuidados, apoio e educação de crianças, jovens, idosos, doentes e deficientes.
Sem a sua inestimável contribuição, todo o sentido de Comunidade seria seriamente comprometido, já que a unidade familiar é um dos pilares onde assenta toda a sociedade.
O trabalho de base familiar não pode permanecer invisível. Torná-lo visível irá mostrar o seu verdadeiro peso económico e social, ampliar a noção de "trabalho e permitir uma melhor conciliação do "trabalho remunerado - o tempo com a família".
A APFN juntou-se a esta iniciativa e divulgou uma imagem em branco nas redes sociais para assinalar esta iniciativa, com um texto referente ao trabalho invisível e o seu papel na sociedade. Quer seja feito numa base formal (profissionalmente e mediante remuneração) quer informal (dentro da família, vizinhança ou aos mais carenciados, gratuitamente) este trabalho é parte do modelo social europeu. As famílias são autênticas redes de trabalhadores que colaboram no seu âmago ou com terceiros na prestação de cuidados, apoio e educação de crianças, jovens, idosos, doentes e deficientes. Sem a sua inestimável contribuição, todo o sentido de Comunidade seria seriamente comprometido, já que a unidade familiar é um dos pilares onde assenta toda a sociedade!
